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Nintendo e Capcom trabalharam em conjunto no desenvolvimento da Switch

Durante o evento Game Creators Conference, onde a Nintendo teve um papel destacado ao comunicar à comunidade de produtores japoneses parte dos seus planos para a criação de jogos para a Nintendo Switch, ficou-se a saber que a Capcom teve um papel importante no desenvolvimento da consola, onde influenciou na quantidade de memória e outros aspectos do hardware.

Masaru Misuyohsi da Nintendo e Masaru Ijuin da Capcom, falaram sobre a nova consola da Nintendo. Um dos pontos mais interessantes é que foi revelado que os kits de desenvolvimento para a Nintendo Switch custam apenas 50.000 ienes, pouco mais de 400 euros. Isto representa um preço bastante competitivo que pode fazer com que estes kits cheguem a pequenos estúdios e produtores independentes. Normalmente estes kits custam milhares de euros.

Os produtores explicaram que a Capcom esteve a trabalhar em Ultra Street Fighter II: The Final Challengers para a Nintendo Switch desde muito cedo utilizado o seu próprio motor MT Framework, que conheciam bem e já haviam utilizado nas anteriores consolas da Nintendo.

A Capcom explicou que implementar a compatibilidade com a Switch num ambiente de desenvolvimento MT Framework foi muito rápido e permitiu-lhes examinar o hardware sem problemas. Em paralelo, a companhia criou um ambiente para desenvolvimento no PC aproveitando as ferramentas fornecidas pela Nintendo. A Capcom destacou a facilidade com que foi trabalhar com estas ferramentas para criar as suas próprias. No total, a companhia gastou um mês a entender as ferramentas, criar o ambiente de desenvolvimento e criar o seu próprio kit de desenvolvimento, tudo isso com apenas 2 programadores.




A Capcom considerou que isso foi fácil não só porque eram programadores que já haviam trabalhado com o MT Framework na Wii U, mas também porque a estrutura do harware da Nintendo Switch é muito fácil de entender e puderam experimentar vários processos de conversão de software.

Para a Capcom foi muito mais rápido adaptar o software já existente para a Switch do que para a Nintendo 3DS ou Wii U. Como referencia, a companhia explicou que demoravam 4 meses com 4 trabalhadores na 3DS e 3 meses com 5 pessoas na Wii U.

Estes testes permitiram que a Capcom falasse com a Nintendo para dizer-lhes que era imprescindível que a consola tivesse mais memória. Apesar de não se saber quanta RAM tem a Nintendo Switch, agora sabe-se que a mesma sofreu um aumento no hardware final graças à Capcom.

A Capcom também falou com a Nintendo sobre se o ecrã táctil deveria ser sensível à pressão e capacitivo e a possibilidade de ter as duas opções. Agora sabe-se que a Nintendo optou por um ecrã capacitivo.

A companhia também trabalhou com a Nintendo para determinar a velocidade do CPU e o consumo energético ao ter conseguido tão rapidamente programar na consola. Ambas colaboraram no melhoramento do design de hardware da consola aproveitando os seus conhecimentos. Os produtores explicaram que isto fortaleceu a relação de confiança entre ambas enquanto trabalhavam na Switch.

Com o conhecimento obtido, a Capcom está agora a trabalhar para adaptar o RE Engine, o motor de Resident Evil 7, à consola da Nintendo e potenciar o desenvolvimento de jogos de grande orçamento na nova consola.

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