eSports

BH entra na rota da maior competição de e-sports

Mineirinho será palco neste sábado (2), a partir das 17h, do duelo entre as equipes Team One e Pain Gaming

Se você ainda acha que game é coisa de crianças, é melhor rever seus conceitos. Neste sábado (2), a partir das 17h, a magia e a tecnologia de “League of Legends” desembarcam no Mineirinho para o duelo entre Team One e Pain Gaming, válido pela decisão do segundo “slipt” do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL).

Para os que gostam de surpresas, a batalha entre Team e Pain era bem improvável antes do início da segunda etapa do torneio. As duas equipes eliminaram as últimas campeãs e favoritas Red Canids e INTZ e se garantiram para o embate em um dos templos sagrados do esporte mineiro.

A Team One é uma equipe estreante, que foi montada para a disputa após mudanças no regulamento. Já a Pain é uma das mais tradicionais do recente cenário brasileiro. Chegou a disputar um Mundial após vencer o WildCard no Chile, em 2013, e também levou dois títulos brasileiros – um já na era CBLoL. Assim, surpresa e experiência decidiram se encontrar na final.

Alanderson “4Lan” Meireles é uma das estrelas do Team One. O jungler sabe que o sacrifício de estar no CBLoL foi muito grande, e a determinação para sair de BH com o título é gigantesca. Com sua já conhecida marra e sinceridade, ele é claro: “Estou aqui porque mereço. Mas ainda quero ter muito mais para poder ajudar minha mãe. Ela passa sufoco até hoje lá em casa, e eu queria muito ter condição de ajudá-la. A questão financeira me motiva muito, mas não para uso próprio. Acho que é melhor se tiver objetivos não egoístas. Quando se tem, se você para de ligar para si próprio em algum momento, seu objetivo perde o sentido. Mas eu, por exemplo, nunca vou parar de ligar para minha mãe”, afirma 4Lan.

Pelo lado da Pain Gaming, a vasta história pode prevalecer. Já conhecidos por grandes encontros, a equipe ostenta uma força que pode crescer ainda mais durante a decisão. Pelo menos é o que relata o atirador Pedro “Matsukaze” Gama. “Queria dizer que a nossa preparação para a final está sendo ainda mais árdua do que para a semi, então podem esperar uma Pain que está vindo com o possível e o impossível para ser campeã”, promete um dos mais experientes nomes da Pain.

Rotina. Jogador desde os 10 anos, o belo-horizontino Bruno “Brucer” Peres é um dos ciberatletas da Team One. Ex-reserva da Red Canids, o mid foi contratado pela equipe em maio. Aos 21 anos, vive na “Gaming House” (onde os jovens moram e treinam) da equipe, em São Paulo, e tem uma rotina agitada.

“Acordamos às 9h da manhã e já começamos jogando, mesmo que não sejam treinos com outros times. À tarde e à noite, temos blocos de treinos com diferentes times até 21h, depois eu costumo ir para academia e, quando volto, jogo mais”, conta o ciberatleta. Contratado pela equipe, o jovem não pôde revelar seu salário à reportagem. (Com colaboração de Lara Alves e Josias Pereira).

Cifras milionárias

O sul-coreano Lee “Faker” Sang-Hyeok, tricampeão mundial e bi do Mid-Season Invitational com a SK1 Telecom, possui um contrato que prevê como salário anual US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 8,5 milhões). O gamer tem apenas 21 anos de idade. Especializada em pesquisas sobre o mundo digital, a empresa holandesa Newzoo aponta que os esportes eletrônicos devem movimentar no mundo, em 2017, uma receita de R$ 2,2 bilhões – e deve alcançar a casa dos R$ 5 bi em 2020. O League of Legends, inclusive, é considerado o game mais rentável dentre todos os títulos de seu gênero no mundo virtual.

NÚMEROS

43 mi de pessoas assistiram à final do World’s, o Mundial de CBLoL

US$ 6,7 milhões foi o prêmio da equipe campeã do World’s

2 mi de pessoas assistiram à final do segundo split do CBLoL 2016

8 é o número de equipes que participam da disputa do CBLoL

equipes disputam o Circuito Desafiante, a divisão de acesso do CBLoL

Mineirinho: o palco do CBLoL em Belo Horizonte

E se tratando de uma decisão, não podíamos deixar de lembrar que a final em Belo Horizonte é um marco para a cidade. O próprio co-head de e-sports da Riot, Jared Kennedy, disse, em entrevista exclusiva ao Super FC, que a produtora do jogo queria estender o LoL – como é carinhosamente chamado pelos fãs – com grandes eventos pelo país.

“Belo Horizonte tem uma capacidade incrível para sediar grandes espetáculos. Em breve, traremos novidades sobre um importante evento de League (of Legends) por lá”, afirmou Kennedy, durante o Mid-Season Invitation 2017 no Rio de Janeiro, o segundo campeonato mais importante do mundo – perdendo apenas para o Mundial –, antes do anúncio oficial do Mineirinho como sede do CBLoL.
E ele tinha razão. Todos os ingressos para a decisão, antes mesmo de conhecer os finalistas, acabaram em menos de cinco horas.

A casa, que normalmente é do vôlei, vai se transformar numa grande arena, onde cinco computadores de cada lado e enormes telões dividirão a cena frente a um público devoto.

Desafio. A Riot Games não se importa com as críticas sobre a polêmica sobre o mérito esportivo dos jogos eletrônicos. Para a empresa, se eles e os fãs consideram, é o que importa. “Não temos que nos preocupar com isso. Eu só lamento que as oportunidades de se conhecer coisas novas ficam regradas ao tradicional”, afirma Jared Kennedy, Co-Head de e-sports da Riot, organizadora da competição.

Olimpíadas. O “League of Legends”, da produtora Riot, é o mais importante do e-sports, e tem grande chance de entrar no programa esportivo dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024.

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